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APOTEOSE (Hatherly 1991, p.18)
dá-me veneno que me mate ou sonho de que viva
a asvese em breve parará nas portas da lua que o sol / abençoou
e já desligados do real os sonhos do morto
deixarão de queixar-se do destiono.
pai a teu céu devolve os olhos como / uma gota azul no mar
o mundo negro já não se curva às palmas / e aos cânticos de salmos
mas ventos milenários penteiam o cabelo aberto das árvores
fontes aplacam a sede do viajante invisível
os quatro quadrantes do céu estão vazios em redor da essa
e a musselina dos anjos se transforma
por um toque de mágica
em nada.
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Foto: Berndt Klyvare